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Informativo ADCE-MG – Presente e futuro da corrupção no País
Presente e futuro da corrupção no País
A ADCE-MG recebeu para o almoço-palestra de março, realizado no dia 23, Bruno Brandão, diretor executivo da Transparência Internacional, que abordou questões como a piora do Brasil no ranking internacional, que mede a percepção da sociedade com o combate à corrupção, e o conjunto de medidas denominado “Novas Medidas contra a Corrupção”, um pacote feito pelo Instituto, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Em 2017, o País ficou na 96ª colocação no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), medido pela Transparência Internacional, ante a posição de número 79 que ocupava no ano anterior. Com a nota da pesquisa de 2017, o Brasil se encontra na pior situação dos últimos cinco anos – com a ressalva de que, apesar de o IPC existir desde 1996, suas pontuações somente são comparáveis estatisticamente a partir de 2012. Hoje, o país está empatado com Colômbia, Indonésia, Panamá, Peru, Tailândia e Zâmbia, e fica atrás de países como Timor Leste, Sri Lanka, Burkina Faso, Ruanda e Arábia Saudita.
Quanto pior um país está situado no ranking, maior é a percepção da corrupção por seus cidadãos. Em uma escala que vai de 0 a 100, em que zero significa altamente corrupto e cem, altamente íntegro, o indicador brasileiro recuou três pontos, de 40 para 37. “Há uma descrença enorme da população brasileira no sistema democrático. Hoje o Brasil ocupa a última posição quando considerados os países da América Latina. É frustrante um resultado deste, mas não é uma surpresa”, afirmou Fábio Brandão.
Brandão falou também sobre o conjunto de medidas denominado “Novas Medidas contra a Corrupção”.
Com o intuito de contribuir com os esforços do país, a Transparência Internacional (TI) se uniu à Fundação Getúlio Vargas (FGV) para liderarem uma construção coletiva do maior pacote de medidas anticorrupção já produzido no mundo. A construção se iniciou com a compilação de propostas existentes e das melhores práticas internacionais. Em seguida, foram consultadas mais de 300 instituições brasileiras. Este conjunto de propostas foi levado à análise e adaptações das equipes da TI e da FGV Direito Rio e contou com contribuições de dezenas de especialistas brasileiros, dos mais diferentes campos, na redação e revisão de um pacote inédito de mais de 80 projetos de lei, propostas de emenda constitucional e resoluções administrativas.
O conjunto das medidas legislativas está aberto para consulta pública. As pessoas poderão comentar, criticar e enviar sugestões de mudança para cada uma delas. Todas as contribuições serão analisadas e consolidadas naquele que será o conjunto final das “Novas Medidas contra a Corrupção”.
A ADCE-MG pretende analisar as medidas propostas e contribuir para o novo pacote das medidas anticorrupção.
A convite da ADCE-MG, participaram do evento as seguintes lideranças empresariais: Bruno Falci – Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), Wagner Veloso – Vice-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Laurindo Deus Filho – Presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF-MG), Eduardo Paoliello – Presidente do Centro de Estudos das Sociedades de Advogados de MG (CESA), Alexandre Figueiredo, Diretor-Secretário do Instituto dos Advogados de Minas Gerais (IAMG) e Eliane Ramos, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-MG).
Na oportunidade foi entregue a “Carta aberta ADCE Eleições 2018” ao Presidente Municipal do Partido DEM, Eduardo Bernis e ao candidato a Deputado Federal pelo Partido NOVO, Lucas Gonzalez.
Fotos: Wagner Diló Costa
Bruno Brandão
Bruno Brandão e Sérgio Frade
Sérgio Cavalieri, Paulo Lamac e Lúcio Sampaio
Lúcio Sampaio, Bruno Falci, Bruno Brandão, Sérgio Frade, Wagner Veloso, Paulo Paiva e Sérgio Cavalieri
Angela Alvarenga e Eliane Ramos
Eduardo Bernis, Joaquim Costa Filho, Valdomiro Mendes e Sérgio Fernando
Lucas Gonzalez, Sérgio Cavalieri, Bruno Brandão e Sérgio Mendes
Jacob Máximo, Maurício Tibúrcio, Valdomiro Mendes e Joaquim Costa Filho